30.9.08

O homem que salvou Churchill duas vezes


(e a mim muitas mais)


Alexander Fleming e a descoberta do antibiótico


Alexander Fleming foi um filho de jardineiro que chegou a Lorde. Jamais um filho de jardineiro tinha chegado a Lorde e isto aconteceu graças ao bendito afogamento de Winston Churchill, que tinha 8 anos de idade quando caiu num poço. O Alexander Fleming tinha 10 anos e era filho do jardineiro do pai de Winston Churchill, Lord Churchill.

Alexander salvou Winston tirando-o do poço e Lord Churchill chamou seu pai e disse: olha, a vida do meu filho não tem preço, peça alguma coisa e eu lhe darei, se quiser uma casa eu lhe darei. Uma casa, ele respondeu, não, eu não preciso de casa, eu já nasci aqui, meu pai nasceu aqui, meu avô foi o primeiro que trabalhou aqui. Eu preciso é conseguir atender um desejo de um filho meu. Eu tenho quatro filhos, três vão ser operários como eu, não têm interesses, mas o Alexander, desde pequenininho ele diz que quer ser médico e quer ser pesquisador, desde pequeno, e eu não teria a menor condição de atender ao desejo dele. Aí disse o Lorde Churchill: - então ele será, se tiver capacidade, ele será, por falta de dinheiro é que não haverá problema. Então Alexander se formou em medicina, e com a humildade dele, graças à humildade dele, descobriu a penicilina.

Lord Churchill ofereceu para ele qualquer quarto, dentre os 100 quartos da sua mansão e o Alexander disse não eu...( Isso foi contado pelo próprio Alexander no Hospital do Servidor do Estado em 1951, na rua Sacadura Cabral). O Senhor às vezes enche isso aí de convidados, fica tudo lotado, basta um lugar debaixo da escada. Eram duas escadas em curva que subiam para o segundo andar e ele disse: Ali debaixo tem espaço suficiente para montar o laboratório. Por sorte aquilo era um lugar muito úmido, e ele fazendo experiências com placas de cultura. Devido à umidade, um fungo que adora umidade que é o penicillium notatum destruiu uma daquelas placas de cultura de determinado micróbio. Ele, como era um pesquisador, em vez de jogar fora com raiva a parte estragada, quis saber porque tinha havido aquele halo de destruição. Encontrou esse fungo e descobriu que secretava uma substância, que chamou penicilina. Então ele começou a usar em vacas e cavalos do jóquei clube de Londres e vacas das fazendas das imediações com alguma doença infecciosa, pneumonia, em tudo ele usava...



Pneumonia



Até um dia que aparece para buscá-lo o comandante da Royall Air Force, para ele aplicar a penicilina em Winston Churchill que estava morrendo no Norte da África. Winston Churchill tinha ido dar apoio moral ao Marechal Montgomery, o inglês, que estava levando a pior com o Marechal Rommel, a raposa do deserto de Hitler. Ele foi lá para dar apoio e contraiu uma pneumonia dupla e lá não tinha mais recurso, estava praticamente desenganado, aí ele e o comandante da Royall Air Force sozinhos atravessaram por cima da Europa, passando por zonas ocupadas pelos alemães, mas em grandes altitudes para não ser abatidos. Eles poderiam contornar pela Espanha dando a volta por regiões não perigosas, mas eles passaram por cima e ele chegou a tempo de aplicar em Winston Churchill, só que ele com simplicidade disse ao comandante da Royall Air Force: Mas logo Winston Churchill vai ser o primeiro ser humano a receber uma injeção de penicilina? Logo Winston Churchill, nosso primeiro ministro? Ele me disse: Mas é tudo ou nada, o caso dele está perdido. E assim ele salvou pela segunda vez Winston Churchill, a primeira no poço que resultou nele estudar medicina e depois salvou da pneumonia.



E assim, ele .. agora - aí é que vem o lado importante - aí ele diz o seguinte, que com as pesquisas dele tinha constatado que os micróbios ao longo de 10 dez anos iam criando resistência aos antibióticos, mas também tinha constatado que depois eles perdiam a memória, se ficasse um tempo sem usar o antibiótico, então que todo antibiótico deveria ser usado num prazo máximo de 10 dez anos e depois descontinuado se possível, alguns anos, ou se possível, até 10 dez anos, já que muitos outros antibióticos iam surgir, porque aí, desde que descobriu o mapa da mina, que é fungo produzindo um antibiótico os outros fungos também produziam efeito mortal sobre os micróbios, foi o que ele descobriu, por isso que surgiu essa quantidade enorme de antibióticos, tudo na base de fungos, então era só fazer isso. Mas a ganância resultou em usar o antibiótico permanentemente, não descontinuar, e com isso os micróbios criaram resistência e hoje já há até, dizem de brincadeira os médicos que trabalham em hospital, até micróbios residentes, que já até adoram os antibióticos, já não são nem resistentes, são residentes ... então isso é que foi a história contada por Alexander Fleming, o descobridor da penicilina.


Foi a penicilina, os antibióticos é que levaram a descontinuar o uso da auto hemoterapia, quando o normal, o que certo seria, era acrescentar, somar e não substituir. Porquê? Por que cada um age de uma forma diferente: Os antibióticos agem impedindo a reprodução dos micróbios e o sistema imunológico é que, aproveitando o enfraquecimento, a pouca quantidade de micróbios e sendo ativado pelo próprio micróbio, ele devora, o 'macro' e 'fagos', 'macrófagos'. O termo é: 'macro', grande, e 'fagos', comer - come partículas grandes, quer dizer, o macrófago devora o micróbio. Se tivessem continuado a usar a Auto Hemoterapia junto com os antibióticos haveria muito menos casos de resistência ao antibiótico, porque não sobrariam cepas resistentes que depois se reproduzem em outras cepas resistentes de micróbios.

Esta é parte da transcrição do depoimento do médico Dr. Luiz Moura, que já foi diretor de hospitais no Rio de Janeiro, em um vídeo onde ele nos apresenta a auto hemoterapia, procedimento / tratamento que ele aplicou durante toda sua vida profissional nos mais diversos hospitais e em sua clínica.



AUTO HEMOTERAPIA - É um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se resume em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo.

A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia comumente da prega do cotovelo e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml à 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de 8h chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir a aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no músculo.

As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos são combatidas pelos macrófagos, que quadruplicados conseguem assim vencer estes estados patológicos ou pelo menos, abrandá-los. No caso particular das doenças auto-imunes a autoagressão decorrente da perversão do Sistema Imunológico é desviada para o sangue aplicado no músculo, melhorando assim o paciente.

Saiba mais nesta reportagem do Jornal da Imprensa, de Goiânia.

8 comentários:

Ricardo Soares disse...

Jean...fiquei feliz com sua visita, com seus elogios e com a publicação do meu texto sobre a grande figura que foi Fausto Wolff... abraço e volte sempre

Renato Couto disse...

Não conhecia este história do Alexander Fleming, fascinante e impressionante, até para quem não acredita em destino...
Abraços.

guizones disse...

A historia e linda mas infelizmente nao e verdadeira ...de acordo com o Wikipedia :

A história popular que conta que o pai de Winston Churchill pagou a educação de Fleming depois que o pai deste salvou Winston da morte é falsa. De acordo com a biografia "Penicillin Man: Alexander Fleming and the Antibiotic Revolution", de Kevin Brown, Alexander Fleming disse que se tratava de uma “maravilhosa fábula”. Também não foi ele que salvou Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial. Churchill foi salvo pelo Lord Moran, usando sulfonamidas, já que Fleming ainda não possuía experiência com a penicilina quando Churcill adoeceu em Cartago, Tunísia, em 1943. Os jornais Daily Telegraph e The Morning Post de 21 de dezembro de 1943 disseram que ele havia sido salvo pela penicilina. É provável que, como a sulfonamida era uma descoberta alemã e Inglaterra estava em guerra com a Alemanha, o orgulho patriótico pelas milagrosas curas com a penicilina tenha feito com que os erros dos jornais ocorressem.

SERRA disse...

OBRIGADO POR TER COLOCADO O SEU BLOGGER NO MEU FACEBOOK. ESTOU MUITO FELIZ.

SERRA disse...

VÁ AOS MEUS BLOGGER ABAIXO:

www.cronicasserra.blogspot.com ou

www.poesiaesoneto.blogspot.com

Jean Scharlau disse...

Ok, Ernani Serra. Grato pela visita.

Jean Scharlau disse...

Pois é, Guizones, parece que a história do Fleming com Churchil é fantasia, possivelmente criada e incentivada mesmo pela imprensa inglesa na época da guerra.
Nada consta em sua biografia:
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/1945/fleming.html

XQuest disse...

Essa estória é falsa. A droga que salvou a vida de Winston Churchill foi a sulfonamida inventada pelo médico alemão Gerhard Domagk, prêmio Nobel de Medicina em 1939. Provavelmente a Inglaterra não quis divulgar isso para evitar de dar os verdadeiros créditos a um médico de um país inimigo na época da guerra.
Vide:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sulfonamida
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerhard_Domagk