17.12.11

Macaco velho na Árvore da vida

O macaco aqui acha que já não mete a mão em qualquer cumbuca. Isto porque se criou em Sapucaia do Sul, que é um município da Grande Porto Alegre e sapucaia é a árvore que produz cumbuca. Num sábado desses o macaco foi ao cinema, na Casa de Cultura Mario Quintana, e postou-se confortavelmente diante desse filme com nome de Árvore da vida. O macaco não gostou daquela árvore. Ele acha que o velhinho que a plantou estava perplexo com a perspectiva e ocupado com o entendimento da própria morte – são ocupações dignas e necessárias para as pessoas a partir dos 45 anos de idade, talvez até antes, mas a forma como ele a mostrou é que desagradou o símio.

O macaco achou-a uma árvore triste e enfadonha, com poucos galhos e folhas, um tipo de eucalipto, mas com tronco e galhos finos, que não suportariam seu peso em manobras e saltos – até um cochilo ele tirou enquanto a árvore era mostrada por aqui e por ali. Saiu do cinema achando que o velhinho ficou tão impressionado com mensagens em power point recebidas pela Internet que resolveu fazer algo semelhante em um veículo que ele manja e que, por ser cotado no meio, conseguiu dinheiro, atores famosos e competentes, bons técnicos e a coisa toda foi ficando grandiloq... comprida. Tem umas cenas bonitas, evocativas da tenra infância, que fizeram o macaco lembrar de quando aprendia e brincava em sua Sapucaia. No mais foi uma sucessão de bocejos e ajeitar-se na cadeira que não dava boa posição para puxar uma torinha.
A imensa sequência de imagens-clichê tipo PPS não veio acompanhada das mensagens costumeiras, mas de perguntas possivelmente suscitadas por elas. Um nome mais adequado para o filme, considerando aquele dado pelo autor, talvez fosse 'A árvore da outra vida'. Como, porém, macac@s amig@s gostaram do filme, estas podem ser só impressões de um que precisa urgentemente evoluir.

9.12.11

Os colonos do novo mundo

Primeiro ouvimos as promessas, avidamente,
e logo descobrimos o consumo:
– Ah, a vida é maravilhosa!

Depois se descobre a conta
e os nossos parcos limites.

Aí descobrimos a dívida
e os juros da agiotagem mafiosa
(sim, estou falando das financeiras e cartões de crédito, dos bancos,
empreiteiras, conglomerados industriais, comerciais, fundos de pensão,
pois todos, afinal, um só poder é que são: o do capital).

Percebemos a conivente subserviência dos governantes,
dos nossos eleitos representantes,
da elite dos funcionários públicos, da mídia,
dos jornalistas do lado de lá do balcão.

Notamos as absurdas perdas sociais,
educacionais, evolutivas, ambientais e então,
tristemente,
notamos enfim nossa própria conivência,
nosso próprio vício, cooptação
e besta orgulho, ignorante de tantas fraquezas...

E só não desabamos,
porque já estamos no chão.

20.11.11

Como os Marines da Globo tratam os norte-americanos e como tratam os brasileiros

Dedico este post ao Presidente Lula.

Neste primeiro vídeo a Globo mostra como se comporta com norte-americanos estadunidenses:



Neste próximo vídeo sobre o mesmo tema, a Globo mostra como age com brasileiros:


Aqui a resposta do brasileiro maltratado pelos 'Marines' da Globo, que informa muito sobre o método dessa empresa originária do grupo Time-Life, ditadura militar e outros 'parceiros':

PS - É preciso que o governo federal venha a público, na Internet e revistas, defender seu projeto para a usina Belo Monte, de modo claro, franco e inteligível.

12.11.11

Dança na parede o anjo azul

O vídeo acima é parte da minha cota de participação na Bienal do Mercosul, voluntária e não remunerada. Foi gravado durante visita à exposição, no dia 11.11.2011. Vai dedicado ao amigo Pedro Almeida Domingues, que trabalhou na preparação da mostra e nesse dia 11.11.2011 completou 21 anos.

Se e quando der tempo, publico umas fotos que tirei ali pela volta. Aí estão elas:

5.10.11

O Ministério da Saúde se diverte:

Instado a responder porque ainda não mandou fazer os estudos necessários sobre a viabilidade de aplicação da auto-hemoterapia - técnica que vem demonstrando excepcionais resultados no tratamento contra várias doenças, a custo zero, e defendida por muitos médic@s, enfermeir@s, dentistas e outros profissionais da área - o Ministério da Saúde saiu-se com esta em seu canal do Youtube:
"Não há estudos controlados (duplo cego e randomizado) comparando o procedimento auto-hemoterapia com técnicas consagradas publicados em literatura nacional ou internacional, que validem cientificamente este procedimento. Há apenas relatos esporádicos, em sua imensa maioria, de pacientes que afirmam terem se beneficiado pelo procedimento.

A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia não reconhece do ponto de vista científico o procedimento auto-hemoterapia. O Conselho Federal de Medicina através da Resolução 1.499 de Agosto de 1998 proíbe aos médicos a utilização de práticas não reconhecidas pela comunidade científica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manifestou-se através de Nota Técnica 01 de 13/04/2007 - abaixo, desaconselha o uso da auto-hemoterapia. A Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados/DAE/SAS ratifica o posicionamento das entidades, acima manifestadas, até que estudos científicos controlados e aceitos pela comunidade científica validem esta modalidade de tratamento."

Respondo ao Sr. Ministro Padilha e funcionári@s do ministério:

Os Srs. com o que aqui argumentam pretendem esconder-se atrás da desculpa de que o serviço não está feito, para imiscuirem-se de fazê-lo. Vossos argumentos são ainda falaciosos ao declarar que "há apenas relatos esporádicos, em sua imensa maioria, de pacientes que afirmam terem se beneficiado pelo procedimento", sendo que na verdade há grande número de médicos que atestam o procedimento como pertinente e eficaz, mas que foram impedidos de utilizá-lo pelas obstaculizações impostas por esses Conselho,  Sociedade, Agência e Coordenação, órgãos que condenam os estudos havidos, se é que os consideraram, sem entretanto promover, estimular ou permitir novos estudos. Estranhamente.

Esses órgãos assim procederem não constitui justificativa plausível para que o Ministério da Saúde acate tais decisões como pertinentes e definitivas, principalmentepara com uma técnica com tão amplas, abrangentes e importantes perspectivas de benefícios imediatos à saúde e à vida de grande parte da população, como configura-se a auto-hemoterapia, segundo inúmeros testemunhos. Não é possível entender e menos ainda aceitar esse tipo de comportamento do Ministério da Saúde, aparentando alto comprometimento com órgãos de classe e empresariais em detrimento e descaso para com a saúde pública, pois que não promove imediatamente os estudos necessários, com o agravante de que o estudo inicial seria algo de extrema simplicidade e rapidez caso houvesse vontade política de executá-lo. 

Os dados laboratoriais obtidos nos estudos efetuados por renomados profissionais da medicina dão conta de que a aplicação de sangue no músculo gera aumento importante da taxa de macrófagos na corrente sanguínea e de que este simples fato é o responsável pela melhoria em variados quadros de insalubridade. O óbvio ululante grita (a ouvidos que se permitem ouvir) que o que deve ser feito "cientificamente" e de imediato para averiguar o resultado válido da técnica auto-hemoterápica é uma simples medição dos macrófagos antes da aplicação e nova medição algumas horas depois da aplicação. Com esta simples investigação se constatará se  ocorre ou não aumento da taxa de macrófagos e portanto se o princípio em que se sustentam os estudos já desenvolvidos (ainda que não "cientificamente" reconhecidos) está correto.

Somente após esta constatação básica é que seria urgente a demanda por amplos estudos dos efeitos sobre pacientes com as mais variadas doenças.Caso não seja constatado aumento na taxa de macrófagos, aí sim se fariam necessários estudos maiores para definir a causa da melhora, em vários quadros de insalubridade, constatada por enorme quantidade de pacientes, médic@s e enfermeir@s.

Cabe, infelizmente, repetir a pergunta que já fiz em outra ocasião: - o Ministro Padilha estará aguardando que a indústria farmacêutica venha a promover pesquisas que comprovem a eficácia de uma técnica de cura universal e gratuíta?  

Ou essa resposta do MS é só uma boutade do pessoal do ministério, que gosta de se divertir? Também pega mal, porque divertem-se com a desgraça alheia.

3.10.11

Ministério do Trabalho manda imprimir o cartão ponto para evitar o roubo das horas. E o Ministério da Justiça?


Ministério do Trabalho e Emprego torna obrigatório o uso de ponto eletrônico com impressão de comprovante diário para o funcionário, em empresas com mais de dez funcionários que usam o sistema eletrônico (link). Isto é para evitar a manipulação dos dados pela empresa, baseado na firme suspeita e eventuais comprovações de que muitas roubam horas de seus funcionários. As empresas que roubam e têm muitos funcionários ganham um balaio de dinheiro todo mês, fruto desse roubo.
Já quanto ao voto eletrônico na caixinha dos toga preta dos TRE e TSE, ninguém sente-se realmente incomodado, nem o povo nem o governo – todos decidiram que no judiciário ninguém rouba e que esse é um super-poder cujos assustadores togas pretas, mais a espadachim vendada com a balança das moedas de ouro, impedem qualquer um de roubar. Todos decidiram que o Maluf e outras nobres figuras da república não têm controle algum sobre as urnas dos toga preta e que tanto ele quanto os outros sempre se elegem é com o voto verdadeiro e convicto d@s eleitor@s mesmo.
O voto impresso estava previsto na lei que criou o voto em urna eletrônica e segundo essa lei deveria ser implantado em 1996. O fato de que até agora não foi implantado atesta a grande fé do povo brasileiro na lisura, ética e bons costumes de seus governantes em cada um dos 4 poderes. Ou isto ou o povo brasileiro, inclusive a parcela que ora ascendeu ao comando do governo federal, não acha o voto algo de suficiente valor e digno de tanta preocupação quanto as horas trabalhadas.
Quando eu era guri ficava perplexo diante da informação da quantidade de dinheiro roubado por alguns ladrões políticos, ladrões banqueiros, ladrões empresários, ladrões juízes – não conseguia entender porque roubavam tanto, continuamente, por tanto tempo, tão descaradamente e tão livre e impunemente. Foi preciso envelhecer para compreender que para fazê-lo assim abertamente, garantidamente e o tempo todo, precisavam ter o sistema a seu lado e que isso sim é muito dispendioso, pois é necessário sustentar o butim de milhares de ladrões que lhes dão sustentação no segundo, terceiro e quarto escalões de todos esses poderes e instituições.
Esse concílio do engodo e da trapaça progrediu de tal forma que tornou-se institucional em nosso pobre (para a imensa maioria) país, de tal forma que para este povo tão contínua e longamente espoliado, vituperado, tripudiado, o voto passou a ser, senão a menor, a menos sentida de suas perdas e por isto pouco agraciado com atenção. O que fazer em um país onde sempre fomos roubados na educação, na saúde, na cultura, na qualidade e quantidade da alimentação, no exercício da cidadania, no capital público acumulado e até nas horas de trabalho prestado?
Diante desta tenebrosa realidade o voto, coisa dada de embolada e marquetagem a cada dois anos, não tende  a parecer a perda de menor valor? Ah, que roubem-no também então, não é mesmo?!
Mas e agora, que teremos o cartão ponto impresso, diariamente, nas mãos dos trabalhadores, para evitar o roubo das horas trabalhadas? Agora bem que poderíamos cumprir a lei e imprimir o voto, a cada dois anos, para que também possam ser comparados os resultados anunciados pelos patrões das urnas, com os votos efetivamente dados pelos trabalhadores nas urnas. Os patrões das urnas não querem nem ouvir falar nisso. Por que será? E nós, queremos falar nisso? Ou tá bom assim mesmo?

2.10.11

Entre as melhores da WEB: Cartas inéditas de Caio Fernando Abreu

Nei Duclós, que hoje vive na praia, em Floripa, talvez inspirado pela graça da brisa, intensidade do verde-azul e eterna juventude marinhas, nos brinda com a publicação em seu blog, de cartas que recebeu de Caio Fernando Abreu, lá pelo meio da década de 1970. Deliciosas preciosidades. Obrigado, Nei. Apreciem direto lá na praia com ele:

1ª carta - MR. AUGUST: UMA CARTA DE CAIO FERNANDO ABREU

2ª carta - CAIO FERNANDO ABREU: TRÊS MOTIVOS PARA UMA CARTA

3ª carta - PORTO XAROPE: A CARTA QUE CAIO F NÃO CONSEGUIA ENCERRAR

4ª carta - CAIO F: CARTA DE UMA DATA ADIVINHADA
 

30.9.11

Praxis

A prática releva a perfeição >

A prática opõe à perfeição >

A prática enleva a perfeição >

A prática toma a perfeição >

A prática é a perfeição >

A prática supera a perfeição.

29.9.11

Temos dois ouvidos para uso dedicado


E uma boca para múltiplos usos.


Somente porque ouvir é muito mais difícil que falar!
É mais difícil que aspirar-cuspir-espirrar-soprar-cantar-morder-chupar-beijar-assoviar-comendo-farofa.

27.9.11

26.9.11

Teo lógica

A existência de Deus não foi cientificamente comprovada, 

A inexistência de Deus não foi cientificamente comprovada,

Logo, crer na Sua existência 

e crer na Sua inexistência 

são atos de fé.



PS - Crer em fatos cientificamente comprovados também é ato de fé - menor, mas é.

19.9.11

DMT, a molécula espiritual, ou o Santo Daime

Abrindo as portas da percepção, da experiência, da imaginação, da fantasia, do parque diversões cerebral? Façam suas apostas.

18.9.11

Documentários de Werner Herzog. Grátis!

Profundamente alemão. Seco, incisivo, cru, mucho loco, que persegue e alcança com método e determinação algo de incomum lucidez. Autêntico, original, genial em muitos momentos. Histórias e imagens difíceis de esquecer, porque não se quererá esquecer.

Neste domingo, na sala PFGastal (com um aprazível e barato café na Usina do Gasômetro, 3º andar, às 15 h) e CineBancários (Rua General Câmara - Ladeira, às 15, 17 e 19 h. com filmes diferentes).

Terça e quarta no CineBancários. Três sessões diárias com filmes diferentes.
Assisti e recomendo os filmes das três sessões de hoje no CineBancários. Clica nos linques acima para ver a programação.

Informações sobre Werner Herzog e seus filmes:
http://cinemaexmachina.wordpress.com/tag/mostra-de-documentarios-werner-herzog/

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/916093-mostra-traca-face-documental-de-werner-herzog.shtml

http://www.cultura.rj.gov.br/evento/escola-de-cinema-darcy-ribeiro-faz-retrospectiva-de-filmes-de-werner-herzog

http://emc-contemplandowernerherzog.blogspot.com/

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/05/sou-fascinado-por-garrincha-diz-o-cineasta-werner-herzog-em-sp.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/werzer+herzog+elogia+glauber+rocha+e+garrincha/n1596961122164.html

E no teatro, Márcio Meirelles, Secretário de Cultura da Bahia, co-dirigiu, com Werner Herzog, o espetáculo Sonhos de uma Noite de Verão, uma versão negra e baiana da história de Shakespeare, premiada como Melhor Espetáculo pelo Prêmio Braskem.
http://www.bancocultural.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4693&Itemid=588

10.9.11

Boas e más notícias sobre o aquecimento global

Resumidamente, segundo o que é afirmado no documentário "The great global warming swindle" ou A grande fraude do aquecimento global.

Primeiro as más notícias:
1 - O aquecimento global existe e está em crescimento.
2 - A causa mais provável é o aumento das tempestades e ventos solares, o que quer dizer que nada podemos fazer a respeito, a não ser talvez virar de lado de vez em quando para assar parelho.
3 - A mídia e determinados órgãos continuarão afirmando que o problema vem do excesso de CO² e outros gases, que causariam um suposto efeito estufa.
4 - Os países não desenvolvidos estariam sendo impedidos de crescer com base na premissa falsa desse efeito estufa.

Agora as boas:
1 - Não somos nós, homens, mulheres e outros animais os responsáveis pelo recente aquecimento global, portanto podemos parar de sentir culpa e nos recriminarmos por isto. Obviamente devemos continuar nos recriminando e sentindo culpa pela poluição e outros danos ambientais que causamos, mas poluição não é igual a aquecimento global e nem seria a causa.
2 - O aquecimento global traria menos eventos climáticos extremos e não mais como tem sido noticiado.

Bom, assiste o documentário e faze tu mesm@ a lista das novidades boas e ruins e decide se acreditas ou não nelas.

A Grande Farsa do Aquecimento Global from Zaire on Vimeo.
Indicação do José Carlos, by Contexto livre.

Pictórica

Envelhecer é tornar-se caricatura.

Carlo Buzzatti

8.9.11

Bioeconossociopatologia

Somos a economia do mundo, o celeiro abarrotado, a prodigalidade de Deus, o país do presente, o risco zero para os noves fora.

No entanto, zilhões bordejam o sono esmagado na calçada, a vigília esquecida no vazio, o traste do corpo arrastado, as lâminas e pedras, gasolina em chamas, balas achadas. A fome a empanturrar de vergonha e dor o cotidiano, o frio, a sarna, as frieiras, o fedor, o circundante mau humor, o asco do passante, o gigante mau-olhar, o afiado mal-querer, o desprezo com felpas de ódio. O cansaço de tudo, a dissolução em trapos imundos, o abandono. A desistência de qualquer resquício do querido amor, a rala piedade para tapar as feridas, a graça final de ser ignorados, o morrer pelo descaso completo.

Os distantes privilegiados, afortunados, poderosos, superiores, superávitos, queremos mais giga bites, mais horse power, quilômetros por segundo e milhagem, dólares, euros, reais, metrosexo e mais, mais, mais, e que venha tudo e outro tanto, o quanto antes, para comprar, devorar, gozar, descartar. 

No tecido social, o câncer, que cresce sem restrição, sentido ou razão, e mata o tecido bom, somos nós.


* - Saudações ao prefeito de Porto Alegre, capital recordista no crescimento da população jogada na rua.

7.9.11

7 anos, 7 de setembro

Escondido na cama sob o covil de cobertas bem vedadas, ouço pela janela duplamente fechada, avançando e crescendo lá da rua (que estava bem silenciosa neste feriado da independência), iluminando o quarto escuro do meu imaginário, uma algazarra de vozes infantis – límpida, buliçosa, sem cuidados tonais nem outonais, animada como água de arroio descendo a serra – a própria imagem de uma delícia de primavera.

Logo passa a fanfarra das vozes iniciantes e a alegria do dia as acompanha. A memória desse inesperado e triunfante desfile aquece as poucas sobras desta manhã, e sou grato por ter estado tão perto e poder juntá-las.

Às vezes acho que ainda é só por causa das crianças que Deus continua girando e girando este mundo.

1.9.11

SENADO É SOTERRADO POR VOTOS CONTRA A CORRUPÇÃO

Após breve divulgação por internautas via e-mail, blogs, orkut, facebook e outros meios, enquete do Senado sobre corrupção recebe votos como nunca antes na história de suas enquetes, que costumam obter 2 mil votos cada, em média, nos quinze dias em que permanecem ativas no site. Esta, que perguntou: "Você é a favor ou contra o projeto que inclui os atos de corrupção na Lei dos Crimes Hediondos, que aplica punições mais severas aos condenados? (PLS 204/2011)"  recebeu, nas últimas trinta horas de atividade, mais de 350.000 votos a favor, passando de 74.000 votos às 15 h do dia 30/8 para 426.618 votos às 24 h do dia 31/8 . Deste total de 426.618 votos, 99,4% resultaram favoráveis a que corrupção seja considerada crime hediondo. Uma bela e inequívoca manifestação indicativa da vontade da Nação Brasileira. Estamos vigilantes e ansiosos para saber o que os senadores farão com ela.


NO FINAL DAS CONTAS, INTERNAUTAS É QUE PODEM SAIR PUNIDOS 

Agora, dia 1º de setembro,  o Senado lança outra enquete: "Você é a favor ou contra o projeto que torna crime a criação de identidade ou perfil falsos na internet (PLS 101/2011)?" (Autoria do  senador Ciro Nogueira, PP, Piauí). Possivelmente embalados pelo espírito da enquete anterior, internautas comparecem e votam a favor. Acho que deveríamos ter o cuidado de verificar antes se este ovo não é de serpente e porta de entrada para, por exemplo, cercear a liberdade e criminalizar quem usa pseudônimo em suas atividades na Internet. 
Ao debate!

1.8.11

Não gosto do modo como a Morte mata no frio. Mas fora isso...

(Uma visão meio-secular da história.)

Um dia, ao acaso ou não, vemos a Morte e pela primeira vez lhe prestamos atenção. A partir daí , a título de precaução e cuidados para evitá-la, começamos a buscar observá-la com frequência e de mais perto (temerária e temerosamente, digo-te).

Uma vez a vemos erguendo um prédio e nos surpreendemos: - olha só, a Morte é também construtora! E nos concedemos pensar que não deve ser de todo má.

Outra vez a vemos fabricando e vendendo remédios e nos admiramos: - sente enfim remorso e arrependimento. Pois se tenta recuperar...

Noutra vez a encontramos colocando postes e estendendo fios ao longo da estrada e sentimos no peito o fragor de um paradoxo: - a Morte é útil às vezes! Logo, pode ser até que tenha bom coração...

Noutra, sabemos pelos jornais que está empenhada em desenvolver a agricultura , a pecuária e até a pesca nacional. - Essa Morte parece ser uma cidadã exemplar.

A seguir nos contam que em seu tempo livre se dedica a valorizar e promover nossos clubes de futebol, filmes, novelas e redes de televisão. - A Morte é brasileira! Bradamos com nativo orgulho.

Ao sabermos de sua colaboração no desenvolvimento de novos produtos da indústria dos carros, do petróleo, dos celulares, da diversão, dos defensivos agrícolas e inseticidas, que tanto facilitam e abrilhantam nossa vida, exclamamos: - boa e bela Morte, muito obrigado!

Claro que nos incomoda um tanto saber que muitas vidas acabam cedo e mal, por causa direta dessas mesmas coisas boas que a Morte nos ajudou a conquistar. Mas nos consolamos: - se temos boas emoções e as sentimos com mais frequência e intensidade, que importa que o tempo seja menor? Ganha-se de um lado, perde-se (investe-se) de outro. É o Mercado, estúpido!

Logo concluímos que o modus operandi da Morte revelou-se uma boa prática e nos posicionamos: - a Morte é minha amiga, mexeu com ela mexeu comigo!

Depois disso vem a automática e necessária parte organizativa: a competitividade, os cursos, concursos, disputas, os planos de carreira, os negócios, os prêmios, a promoção, o reconhecimento e a diferenciação social, as ótimas aposentadorias para quem bem servir à causa. Alguns matarão e muitos morrerão por isto.

Por fim, porque sabemos bem sabido e comprovado que ninguém vive sem a Morte, e que não podemos vencê-la, então... Unimo-nos a ela, ora!

16.7.11

Até as baratas estão desaparecendo.

Sei que poucos sentirão falta, mas vejam que era a espécie tida como uma das pouquíssimas aptas a sobreviver a uma guerra nuclear. Por outro lado talvez seja só folclore. Bom, mas o que me interessa agora, quando fazemos pouco do perigo nuclear e já outras ameaças nos atormentam de mais perto e cotidianamente, é saber o que será que está fazendo diminuir a população de baratas? Será porque comem os pingos das frituras feitas em óleo da soja transgênica, ou será pelo acúmulo de agrotóxicos e outros venenos nos restos da nossa comida? Talvez seja a superexposição às eletromagnéticas antenas de celular e wireless. O fato é que as baratas, como as abelhas, estão sumindo. Sei que é inverno, época em que se escondem do frio e seus ovos não eclodem, mas já no verão passado notou-se a ausência e as poucas que se viu estavam meio tontas. Sei também que muita gente migrou da classe E para a D, daí para a C, da C para a B, o que melhorou a higiene e aumentou a quantidade de Rodox e Detefon no ar, mas a quantidade de lixo também aumentou. Mistério, portanto, o sumiço das baratas.

Os cucarachas também.

Está diminuindo o número dessa espécie nos países ricos. Em vários deles o afluxo diminuiu para a metade. Em parte porque melhorou o tratamento dispensado a esses animais racionais em seus próprios países e em outra parte porque piorou nos países ricos, pelo quê cada vez menos batem asas e poucos voam para o exterior a procura de trabalho.

No Brasil cucarachas executivos estão em alta.

Principalmente se tiverem passado alguns anos na Petrobras. As outras petroleiras chegam a pagar 19 milhões de reais ao ano de “salário” para um único executivo, segundo reportagem que assisti no bom jornal da TV Educativa. Aparentemente a ideia é premiar regiamente os que saibam entregar a rapadura submarina. Já os cucarachas sem teto, sem terra e sem rapadura continuam sendo exterminados nas ruas, mas controladamente, só alguns por dia, para evitar-se a extinção.

A presidenta do Brasil quer que o Estado encontre cucarachas, desta vez para protegê-los, mas os prefeitos não conseguem achá-los, já que treinaram a vida toda para não vê-los nem ouvi-los. Depois deste inverno muitos cucarachas jamais poderão ser encontrados, mesmo por quem nunca treinou para não vê-los.

Imoral da história – Não inveja a mim nem ao prefeito por não vermos baratas e cucarachas. Treina!

15.7.11

Eu também incendiaria um container novinho em folha!

Se esse container impedisse meu acesso ao alimento e à sobrevivência, minha ou de minha família. E isto possivelmente está acontecendo em Porto Alegre a várias pessoas. Os invisíveis e inaudíveis miseráveis não foram achados, e nem procurados, para opinar sobre essa sensacional inovação na cidade. Sensacional para mim, que sou classe média e tinha como um dos transtornos diários ter que lembrar e estar disponível para tirar o lixo na hora certa.

Mas e para os caras que passam revirando as sacolas entre a hora certa e a incerta? Os caras aqueles que a gente faz de conta que não vê e não ouve, porque vê-los lembra-nos que os pés de nossa prosperidade são de barro, que embora a tenhamos conquistado adquirindo direitos e privilégios, ali está uma prova de que há algo podre no esquema que o caminhão do lixo não pode levar embora, que um tanto dessa coisa podre continuará fedendo dentro de casa. Vemos que há algo injusto e cruel no processo e sentimos vergonha por nossa omissão e pela situação daqueles degradados, como porcos e vira latas abandonados, bem ali na nossa frente. Por isto olhamos para o outro lado.

Mas acho que não são esses que estão destruindo os containeres. Até pensei isto a princípio, mas olhando um pouco mais, vejo que eles não têm essa força e determinação para a luta ativa na resistência contra uma injustiça dos bacanas. Sua resistência é passiva e definhante, infelizmente.

É possível também que os incendiários sejam lixeiros demitidos por causa do desemprego gerado pelo novo sistema, o que viria a ser o mesmo problema: sobrevivência. Mas também não acho que seja o caso, pois estes trabalhadores estão inseridos no comprometimento social obediente e há o seguro desemprego, a esperança de novo emprego...

Talvez sejam pessoas ligadas às empresas que prestavam o serviço e agora que deixaram de fazê-lo perdem dinheiro. Talvez seja quem não gostou do container em frente à sua casa, loja ou vaga no estacionamento. Talvez seja um modo perverso de diversão, o vandalismo aleatório.

De todas essas hipóteses, aquela a que deveríamos dedicar mais cuidado e muita atenção para que não venha a se confirmar é a primeira. A presidenta Dilma disse que o Estado deverá correr atrás dos miseráveis, desta vez para protegê-los, e que conta com os prefeitos para isto e que os ajudará a fazê-lo.

Corre, Fortunati, antes que a iniciativa privada chegue primeiro e comece a te livrar definitivamente do serviço. Deste que não gostas e daquele que mais queres.

Está tudo muito bem no Ministério da Saúde, mas por caridade, troquem o Cobaia!

Será que é do PMDB o Cobaia do Ministério da Saúde? Vai ver é por isto que o Ministro Padilha não consegue testar a auto-hemoterapia, para saber se funciona ou não. Seria necessário tirar sangue do Cobaia, coisa que pmdbista não tem, e se tiver ninguém nunca viu. O Cobaia do MS é usado somente para testar comprimidos, xaropes e supositórios propostos pela indústria farmacêutica.

Em um dia estaria feito o teste, que é coletar 5ml de sangue do Cobaia, separar uma gota para medir o número de macrófagos e injetar o restante no músculo do próprio. Dali a duas horas colher mais uma gota de sangue do Cobaia e medir a quantidade de macrófagos. Pronto, é isto. Este é o problemático, complexo e pré-apocalíptico estudo que precisa ser feito pelo Ministério da Saúde para descobrir se a auto-hemoterapia funciona.

A droga é que o Ministro Padilha não consegue achar a veia  do Cobaia!

26.6.11

Será o Universo, infantil?

As crianças têm a certeza de que mãe e pai só existem por causa delas e para elas. Elas têm essa mesma certeza sobre o mundo. Mas logo são conduzidas a aprender que pai, mãe e mundo têm regras próprias a ser seguidas. Isto, entretanto, configura-se-lhes apenas como um leve tremor que não abala aquela certeza estrutural inicial de ser o centro, a razão, o motivo de tudo. E o mais curioso disto é que é bem possível que elas estejam certas, e que errem mais e mais à medida em que crescem e amadurecem, até tornarem-se esses seres coadjuvantes e secundários que são os pais, as mães, os cidadãos do mundo.

23.6.11

Sei lá, Ministro Padilha. Dê um jeito, e rápido.

O Ministro da Saúde de uma nação composta por 200 milhões de pessoas! Que valor! Que responsabilidade! Que importância fundamental, crucial, imensa, ímpar: gerar, promover e preservar a SAÚDE da população da nação e, quem sabe, como fez o Presidente Lula no exercício de seu cargo, ampliar a influência de suas ações e invenções para outras nações no mundo, conforme reconhecido várias vezes, por vários líderes, e recentemente pela ONU.

Lamentável que não seja isto o que ocorre no MS. Os ungidos com o imenso privilégio ministerial tem sido personagens medianos, que não se destacam, não criam, não estimulam, não têm um grande ideário inovador a implantar. Têm seguido e repetido com competência o ramerrão burocrático-administrativo-gerencial continuísta, com austeridade e algumas melhoras na pasta, que está pouquíssimo voltada para a promoção da saúde e muito para a prevenção e tratamento de doenças. É um ministério que joga na defesa, na retranca, buscando muitas vezes mal e porcamente defender da doença ou da acelerada degeneração. É um ministério que não deveria chamar-se Ministério da Saúde, mas Ministério da Vacina e da Convalescença (muitas vezes crônica), na mais otimista das hipóteses. A prática deste ministério é defensiva e aí quase não faz gol, pois se dedica demais a evitar tomá-los.

Os ministros que têm passado pelo cargo nos governos Lula e Dilma são médicos, os melhores dentre os melhores possivelmente, e provavelmente por isto mesmo pensam e agem assim, inadequadamente. A medicina é ciência de responder a demandas e ataques e restabelecer o status quo – as mentes médicas são reativas defensivas, seus corações costumam ser solidários aos que necessitam reagir e defender-se, mas não amam a inovação, pois formaram-se pela aceitação do que foi desenvolvido e legado pelo passado, aprovado pela academia, sacramentado pela economia. Experimentação não costuma lhes parecer um bom campo para o trabalho mental, são estrategistas da retranca, da defesa, da blindagem, do estanque, da reação. Os ministros fazem uma razoável e eventualmente boa gestão, porém sem se afastar da ronda mediana, e ao saírem do ministério são esquecidos, pois o muito que se empenharam e fizeram resultou insuficiente. Enquanto usarem apenas essa perspectiva defensiva, passadista e principalmente submissa ao establishment, será assim.

Em janeiro enviei twitter ao Ministro Padilha: “Caro @padilhando , Ministro da Saúde, já não está mais que na hora de o Ministério desenvolver estudos oficiais sobre a @AUTOHEMOTERAPIA ?”. Caso algum leitor ainda não saiba, a auto-hemoterapia é uma técnica de poderoso estímulo imunológico a custo zero, recomendada por centenas de médic@s, enfermeir@s e outros profissionais da área, além de milhares de usuários. Ele encaminhou minha pergunta à sua assessoria no @minsaude, que respondeu: “A auto-hemoterapia não é considerada um procedimento hemoterápico pela comunidade científica, portanto o MS não reconhece este procedimento.”(Leia comentário de Walter Medeiros)

Poderia haver resposta mais burocrática e tosca, por inadequada à pergunta, mas foi mantido o medíocre e velho nível. Metaforicamente eu estou na fila do SUS aguardando uma resposta que trate a pergunta com dor na cabeça há seis meses. Milhares de pessoas reais já morreram de verdade nessa fila desde então, quando um reforço no sistema imunológico poderia ter diminuido o sofrimento e salvo a vida de muitas delas. Mas observem que o ministro fez o procedimento asséptico recomendado: lavou suas mãos na pia do ministério, secando-as na estéril toalha da 'comunidade científica'. Cabe perguntar ao ministro, agora, se ele poderia verificar qual 'comunidade científica' efetivamente não reconhece este procedimento, se não seria a da Bayer, da Roche, da Pfizer, da Johnson, e se o Ministério da "Saúde" não tem autonomia suficiente para mandar fazer um estudo científico sobre o assunto.

Importante neste campo, entre vírus, indústria farmacêutica, médicos e bactérias, como em tantos outros, é compreender e estar sempre alerta para o fato cientificamente comprovado de que há dois imensos poderes em permanente contraposição: MILHÕES DE PESSOAS X MILHÕES DE DÓLARES. No Congresso Nacional, os representantes dos milhões de pessoas são ricos e a maioria é muito amiga dos representantes dos milhões de dólares.

Como será que funciona nos ministérios do Governo para Todos? Porque, sabem, eu não posso vestir ternos Armani, pegar aviões, táxis, dispor de secretári@s, fazer visitas de cortesia a ministros, encontrá-los em restaurantes e hotéis, lembrar-lhes dos milhões em impostos que a empresa que represento paga ao Estado e dos milhares de empregos gentilmente gerados 'por nós', pois ocorre que não represento empresa alguma nem dólar nenhum, eu só represento uma vontade que tenho de descobrir coisas verdadeiras, importantes, e uma pretensãozinha de alcançar saúde, paz, realizar uma efetiva e prazerosa evolução, com solidariedade entre todos e da maneira mais simples e rápida, que caiba dentro do tempo e do orçamento de que dispomos e, se possível, ainda melhorar esse tempo e o aproveitamento desse orçamento.

Sei lá, Ministro Padilha, eu imagino que as suas tarefas sejam mais que doze e igualmente hercúleas, mas dê um jeito, e seja rápido, ou logo será sonolentamente esquecido, ou o que é ainda pior: tristemente lembrado. O Temporão perdeu a oportunidade. Mas ele estava dentro do PMDB, né, aquela coisa morna, mole, pegajosa...(Leia recado ao Min. Temporão)

Vou adiantar, Ministro, uma pergunta relativa a assunto de que quero falar em uma próxima oportunidade. É sobre nutrição. O Sr. vê, nas ações do ministério, relações e realizações importantes relativas a nutrição e saúde?

10.6.11

Com uma mão na cozinha

Uma dica de inverno para quem gosta de uma comidinha caseira, mas pelo trabalho que dá acaba não fazendo. E para muita outra gente também.

Para fazer e conservar com mais eficiência e quase sem trabalho sopão, sopas, feijão, feijoada, ensopado, risoto, carreteiro, ou seja, pratos que se faz em uma só panela, desde que não sejam pratos secos. Para fazer um panelão que pode durar a semana inteira ou mais e sem precisar refrigerar ou congelar a sobra, sem precisar lavar panelas a cada dia até que termine, sem sujar outros recipientes e principalmente mantendo a comida íntegra como recém-feita, sem deteriorar e com o seu bom cheirinho até a última colherada.

Ninguém me disse, fui eu que imaginei e experimentei, pela necessidade, pela preguiça e pela lógica. Portanto não é uma teoria científica, é uma tese experimentei e que proponho a testes. Não sei se há alguém que já use o método, o que é bem possível, embora eu nunca tenha visto ou ouvido falar de quem o fizesse.

Única ferramenta fundamental para a experiência, além do fogão, é uma panela de pressão – quanto maior a panela mais comida se pode fazer de uma só vez.
O método consiste no seguinte: fazes o cozido na panela de pressão, usando a pressão ou não, te serves e a quem mais; estando servid@(s), tampas a panela com a tampa de pressão e a aqueces até que comece a bufar (a panela, claro), aí desligas o fogo e manténs a panela tampada até a próxima refeição em que queiras te servir dela, para o que bastará aquecer. Terminada a segunda refeição, repetes o procedimento: tampas a panela com a tampa de pressão, a aqueces até bufar e desligas o fogo, mantendo a panela de pressão tampada.

O princípio lógico deste método preguiçoso e eficaz é o de que a comida e todo o interior da panela têm a temperatura elevada a mais de 100 graus, pelo que ficam esterilizados. Como o interior da panela de pressão fica isolado do meio externo, sendo inclusive a válvula trancada pelo próprio peso, não há como entrarem bactérias que deteriorem o conteúdo, ficando a comida como que lacrada dentro de uma lata de conserva.

Fiz uma sopa de feijão e pude comprovar que em vários dias não houve deterioração nem mau cheiro, diferente de quando se retira o feijão da panela e põe na geladeira, caso em que, durante o curto período de exposição ao ar livre, o alimento é atacado por bactérias que fundam ali suas colônias e as multiplicam.

Mantenha o alimento esterilizado e lacrado e as bactérias não conseguirão atacá-lo.

6.6.11

Cada dia traz o seu fardo, diz o ditado

Mas não penses que pelos dias terem o mesmo número de horas e outras convenções, hábitos e costumes, os fardos sejam iguais
– não são.
É diferente o fardo de cada dia - em peso, forma, jeito –
e precisamos todos os dias inventar, descobrir, copiar uma maneira de carregá-los ou livrarmo-nos deles.

A solução que achamos hoje e que ficou-nos até bem confortável, amanhã não nos servirá.

Bom, para hoje é isto.

2.6.11

Academá Brasileira de Letras consolida o seu lema:

“Do oportunismo ao pernosticismo!”

E que desprestígio: De tantos escritores brasileiros só um valente, Antônio Torres, se dispôs a uma candidatura contra as cartas marcadas para o boneco da Globo, um tal de Merdval, Mervdal, algo assim.

Coisa mais abestalhante essa confraria de espertalhões mamadores de jetons. Ridículo total. Não merece sequer uma nota maior que esta.