O Ministro da Saúde de uma nação composta por 200 milhões de pessoas! Que valor! Que responsabilidade! Que importância fundamental, crucial, imensa, ímpar: gerar, promover e preservar a SAÚDE da população da nação e, quem sabe, como fez o Presidente Lula no exercício de seu cargo, ampliar a influência de suas ações e invenções para outras nações no mundo, conforme reconhecido várias vezes, por vários líderes, e recentemente pela ONU.
Lamentável que não seja isto o que ocorre no MS. Os ungidos com o imenso privilégio ministerial tem sido personagens medianos, que não se destacam, não criam, não estimulam, não têm um grande ideário inovador a implantar. Têm seguido e repetido com competência o ramerrão burocrático-administrativo-gerencial continuísta, com austeridade e algumas melhoras na pasta, que está pouquíssimo voltada para a promoção da saúde e muito para a prevenção e tratamento de doenças. É um ministério que joga na defesa, na retranca, buscando muitas vezes mal e porcamente defender da doença ou da acelerada degeneração. É um ministério que não deveria chamar-se Ministério da Saúde, mas Ministério da Vacina e da Convalescença (muitas vezes crônica), na mais otimista das hipóteses. A prática deste ministério é defensiva e aí quase não faz gol, pois se dedica demais a evitar tomá-los.
Os ministros que têm passado pelo cargo nos governos Lula e Dilma são médicos, os melhores dentre os melhores possivelmente, e provavelmente por isto mesmo pensam e agem assim, inadequadamente. A medicina é ciência de responder a demandas e ataques e restabelecer o status quo – as mentes médicas são reativas defensivas, seus corações costumam ser solidários aos que necessitam reagir e defender-se, mas não amam a inovação, pois formaram-se pela aceitação do que foi desenvolvido e legado pelo passado, aprovado pela academia, sacramentado pela economia. Experimentação não costuma lhes parecer um bom campo para o trabalho mental, são estrategistas da retranca, da defesa, da blindagem, do estanque, da reação. Os ministros fazem uma razoável e eventualmente boa gestão, porém sem se afastar da ronda mediana, e ao saírem do ministério são esquecidos, pois o muito que se empenharam e fizeram resultou insuficiente. Enquanto usarem apenas essa perspectiva defensiva, passadista e principalmente submissa ao establishment, será assim.
Em janeiro enviei twitter ao Ministro Padilha:
“Caro @padilhando , Ministro da Saúde, já não está mais que na hora de o Ministério desenvolver estudos oficiais sobre a @AUTOHEMOTERAPIA ?”. Caso algum leitor ainda não saiba, a auto-hemoterapia é uma técnica de poderoso estímulo imunológico a custo zero, recomendada por centenas de médic@s, enfermeir@s e outros profissionais da área, além de milhares de usuários. Ele encaminhou minha pergunta à sua assessoria no @minsaude, que respondeu:
“A auto-hemoterapia não é considerada um procedimento hemoterápico pela comunidade científica, portanto o MS não reconhece este procedimento.”(
Leia comentário de Walter Medeiros)
Poderia haver resposta mais burocrática e tosca, por inadequada à pergunta, mas foi mantido o medíocre e velho nível. Metaforicamente eu estou na fila do SUS aguardando uma resposta que trate a pergunta com dor na cabeça há seis meses. Milhares de pessoas reais já morreram de verdade nessa fila desde então, quando um reforço no sistema imunológico poderia ter diminuido o sofrimento e salvo a vida de muitas delas. Mas observem que o ministro fez o procedimento asséptico recomendado: lavou suas mãos na pia do ministério, secando-as na estéril toalha da 'comunidade científica'. Cabe perguntar ao ministro, agora, se ele poderia verificar qual 'comunidade científica' efetivamente não reconhece este procedimento, se não seria a da Bayer, da Roche, da Pfizer, da Johnson, e se o Ministério da "Saúde" não tem autonomia suficiente para mandar fazer um estudo científico sobre o assunto.
Importante neste campo, entre vírus, indústria farmacêutica, médicos e bactérias, como em tantos outros, é compreender e estar sempre alerta para o fato cientificamente comprovado de que há dois imensos poderes em permanente contraposição: MILHÕES DE PESSOAS X MILHÕES DE DÓLARES. No Congresso Nacional, os representantes dos milhões de pessoas são ricos e a maioria é muito amiga dos representantes dos milhões de dólares.
Como será que funciona nos ministérios do Governo para Todos? Porque, sabem, eu não posso vestir ternos Armani, pegar aviões, táxis, dispor de secretári@s, fazer visitas de cortesia a ministros, encontrá-los em restaurantes e hotéis, lembrar-lhes dos milhões em impostos que a empresa que represento paga ao Estado e dos milhares de empregos gentilmente gerados 'por nós', pois ocorre que não represento empresa alguma nem dólar nenhum, eu só represento uma vontade que tenho de descobrir coisas verdadeiras, importantes, e uma pretensãozinha de alcançar saúde, paz, realizar uma efetiva e prazerosa evolução, com solidariedade entre todos e da maneira mais simples e rápida, que caiba dentro do tempo e do orçamento de que dispomos e, se possível, ainda melhorar esse tempo e o aproveitamento desse orçamento.
Sei lá, Ministro Padilha, eu imagino que as suas tarefas sejam mais que doze e igualmente hercúleas, mas dê um jeito, e seja rápido, ou logo será sonolentamente esquecido, ou o que é ainda pior: tristemente lembrado. O Temporão perdeu a oportunidade. Mas ele estava dentro do PMDB, né, aquela coisa morna, mole, pegajosa...
(Leia recado ao Min. Temporão)
Vou adiantar, Ministro, uma pergunta relativa a assunto de que quero falar em uma próxima oportunidade. É sobre nutrição. O Sr. vê, nas ações do ministério, relações e realizações importantes relativas a nutrição e saúde?